O Bitcoin em alta marcou o mercado de criptomoedas nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026. O ativo avançou cerca de 4,7% e chegou a superar US$ 81 mil durante a tarde. Horas antes, o preço havia caído abaixo dos US$ 77 mil.
A recuperação ganhou força após investidores reduzirem as apostas em uma nova alta dos juros nos Estados Unidos. Além disso, dados mais fracos do mercado de trabalho americano ajudaram a mudar o humor dos mercados.
O que colocou o Bitcoin em alta nesta quinta-feira?
Um dos principais gatilhos veio do Federal Reserve, o banco central americano.
Christopher Waller, integrante do Fed, indicou abertura para manter os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano.
No entanto, essa decisão depende da continuidade da desaceleração da inflação. O dirigente também admitiu apoiar uma alta caso os próximos índices voltem a pressionar os preços.
O discurso trouxe uma leitura menos rígida para a política monetária americana. Até então, o mercado aumentava as apostas em novo aperto monetário na reunião de setembro.
Juros mais altos costumam reduzir o apetite por ativos de maior risco. Por outro lado, uma perspectiva de estabilidade pode favorecer ações e criptomoedas.
Como o mercado de trabalho dos EUA influenciou o Bitcoin?
Os dados econômicos também ajudaram no movimento.
O setor privado dos Estados Unidos criou apenas 38 mil vagas em agosto. O número mostrou uma desaceleração nas contratações e ficou abaixo das expectativas do mercado.
Assim, investidores passaram a enxergar menos espaço para o Fed aumentar os juros de forma imediata.
Ao mesmo tempo, a economia americana ainda mostra sinais de resistência. O índice ISM de serviços subiu para 55,4 pontos em agosto. O indicador superou o resultado de julho e apontou expansão do setor.
Portanto, o cenário mistura um mercado de trabalho mais fraco com atividade econômica ainda aquecida. Essa combinação aumenta a atenção sobre os próximos dados de inflação.
Por que a liquidação de posições acelerou a valorização?
A mudança nas expectativas econômicas não explica sozinha a velocidade da alta. Aproximadamente US$ 260 milhões em posições vendidas sofreram liquidação em quatro horas.
Esse movimento provoca o chamado short squeeze. Investidores que apostam na queda precisam recomprar o ativo quando o preço sobe rapidamente.
Consequentemente, essas novas compras aumentam ainda mais a pressão sobre a cotação.
Outras criptomoedas acompanharam o movimento. Ethereum avançou cerca de 4,4%, enquanto XRP registrou alta de 8,6%. Solana ganhou aproximadamente 5,6% no período analisado.
Bitcoin em alta pode manter o movimento nos próximos dias?
Agora, investidores acompanham os novos indicadores dos Estados Unidos. Em 11 de setembro, o mercado conhecerá o índice de preços ao consumidor do mês.
Esses números podem alterar novamente as expectativas para os juros. O FOMC se reúne nos dias 15 e 16 de setembro.
Além disso, o mercado observa se o Bitcoin conseguirá sustentar a região dos US$ 80 mil. A entrada de recursos em ETFs à vista também pode ajudar a indicar se existe demanda compradora além das liquidações de posições vendidas.
Por fim, a movimentação reforça quanto as criptomoedas continuam sensíveis às decisões do Fed e aos indicadores da economia americana.

