Executivos financeiros analisam a performance do negócio.
Executivos financeiros analisam a performance do negócio.

O recolhimento de IBS e CBS trará novas regras para empresas do Lucro Presumido. Com a Reforma Tributária, os negócios precisarão adaptar seus processos fiscais e financeiros.

Além disso, deverão acompanhar os impactos dos novos tributos no fluxo de caixa. Apesar das mudanças, o Lucro Presumido continuará como regime de apuração do IRPJ e da CSLL.

Entretanto, ele não determinará o cálculo dos novos tributos sobre o consumo. Por isso, entender as regras agora ajuda a empresa a organizar seus controles e planejar a transição.

Como funcionará o recolhimento de IBS e CBS no Lucro Presumido?

As empresas do Lucro Presumido seguirão o regime regular de apuração do IBS e da CBS. Nesse modelo, o cálculo considera os tributos sobre as vendas e os créditos das aquisições.

Assim, a empresa poderá descontar créditos permitidos pela legislação do valor devido nas operações. Além disso, a Reforma Tributária estabelece diferentes formas de apuração e pagamento:

  • Split payment: o sistema de pagamento separa os tributos no momento da liquidação financeira, conforme as regras aplicáveis.
  • Recolhimento direto: a própria empresa paga os valores devidos ao Fisco.
  • Recolhimento pelo adquirente: o comprador assume o pagamento do tributo em situações previstas na legislação.
  • Apuração assistida: os órgãos responsáveis apresentam informações fiscais para conferência e eventuais ajustes.

Portanto, a empresa precisará acompanhar as operações e conferir os valores, mesmo com a automação dos processos.

O que muda em 2026 e nos próximos anos?

A implementação da Reforma Tributária ocorrerá de forma gradual. Dessa maneira, empresas e órgãos fiscais terão um período para adaptar seus sistemas.

Em 2026, o IBS terá alíquota de teste de 0,1%. Já a CBS terá alíquota de 0,9%. Entretanto, as empresas que cumprirem as obrigações acessórias aplicáveis terão dispensa do recolhimento desses valores.

A partir de 2027, a CBS substituirá o PIS e a Cofins. Por outro lado, o IBS seguirá um calendário mais longo de transição. Até 2033, o IBS substituirá integralmente o ICMS e o ISS.

Por isso, as empresas devem acompanhar as etapas de implementação e atualizar seus processos conforme as novas exigências.

Quais despesas poderão gerar créditos de IBS e CBS?

O novo modelo permitirá o aproveitamento de créditos sobre diversas compras e contratações relacionadas à atividade empresarial. Entre os exemplos, estão:

  • Mercadorias adquiridas para a operação.
  • Energia elétrica.
  • Aluguel de imóveis utilizados pela empresa.
  • Softwares e sistemas.
  • Serviços de terceiros.
  • Máquinas e equipamentos.

Entretanto, nem toda despesa dará direito ao crédito. A legislação estabelece restrições, como gastos de uso ou consumo pessoal e despesas com folha de salários.

Além disso, a empresa deverá observar as regras aplicáveis aos fornecedores do Simples Nacional. Afinal, o regime tributário do fornecedor pode influenciar o valor do crédito.

Para aproveitar os valores corretamente, o negócio precisará conferir documentos fiscais e acompanhar o cumprimento das condições legais.

Como o Split Payment poderá afetar o fluxo de caixa?

O Split Payment representa uma das principais mudanças da Reforma Tributária.

Nesse sistema, os prestadores de serviços de pagamento poderão separar os valores dos tributos durante a liquidação financeira. Consequentemente, a empresa receberá o valor líquido da operação.

Essa dinâmica poderá alterar a disponibilidade imediata de recursos. Por exemplo, o negócio precisará considerar essa separação ao projetar recebimentos, pagamentos e capital de giro.

Além disso, a empresa deverá acompanhar seus créditos tributários e eventuais diferenças na apuração. Assim, o planejamento financeiro terá papel importante na adaptação às novas regras.

Como preparar sua empresa para as novas exigências?

O recolhimento de IBS e CBS exigirá atenção aos processos fiscais e financeiros. Por isso, a preparação deve começar antes da implementação completa dos novos tributos.

Algumas medidas podem ajudar:

  1. Revisar os processos fiscais: verificar a emissão de notas e as informações necessárias para a apuração.
  2. Organizar os documentos: manter registros de compras, despesas e operações.
  3. Avaliar os fornecedores: identificar possíveis impactos no aproveitamento de créditos.
  4. Atualizar o planejamento financeiro: considerar os efeitos dos tributos no fluxo de caixa.
  5. Acompanhar as regras: manter contato com profissionais contábeis e tributários.

Além disso, a empresa deve avaliar como essas mudanças afetam sua operação. Afinal, cada negócio possui custos, fornecedores e condições financeiras diferentes.

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