O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2026 está chegando ao fim. Os contribuintes têm até sexta-feira, 29 de maio, às 23h59, para enviar a documentação à Receita Federal e evitar multas e complicações fiscais.

Segundo dados recentes, mais de 30% dos brasileiros ainda não enviaram a declaração, mesmo com a proximidade do encerramento do prazo.

A expectativa da Receita Federal é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.

Quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026?

Entre os principais critérios de obrigatoriedade estão contribuintes que:

  • Tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025;
  • Receberam receita bruta superior a R$ 177.920 em atividade rural;
  • Possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Realizaram operações na Bolsa de Valores acima de R$ 40 mil ou tiveram lucro tributável;
  • Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

Mesmo quem se enquadra apenas em um desses critérios precisa prestar contas à Receita Federal.

O que acontece se perder o prazo do Imposto de Renda 2026?

Quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Além disso, o CPF pode ficar com pendências, gerando dificuldades para financiamentos, emissão de passaporte e outras operações financeiras.

Quais documentos separar antes de declarar o Imposto de Renda 2026?

Organizar a documentação é uma das etapas mais importantes para evitar erros e cair na malha fina. Entre os principais documentos necessários estão:

  • Informes de rendimento de salários e benefícios;
  • Informes bancários e de corretoras;
  • Comprovantes de despesas médicas e educacionais;
  • Documentos de imóveis, veículos e financiamentos;
  • Recibos de doações e pensão alimentícia.

Desse modo, quem possui dependentes também deve reunir os documentos financeiros relacionados a eles.

Programa, site ou aplicativo: qual escolher?

A Receita Federal permite o envio da declaração de três formas:

  • Pelo Programa Gerador da Declaração (PGD), instalado no computador;
  • Pela plataforma online “Meu Imposto de Renda”;
  • Pelo aplicativo da Receita Federal para celulares e tablets.

Para declarações mais complexas, com investimentos, imóveis ou operações em Bolsa, o programa para computador costuma ser o mais recomendado.

Atenção aos erros mais comuns na declaração de Imposto de Renda 2026

Especialistas alertam que confiar apenas na declaração pré-preenchida pode gerar problemas.

Nesse sentido, informações inconsistentes, dados incompletos e divergências entre informes bancários e o preenchimento manual aumentam o risco de cair na malha fina.

Entre os erros mais frequentes estão:

  • Omissão de rendimentos;
  • Informações incorretas sobre dependentes;
  • Despesas médicas sem comprovação;
  • Erros na declaração de investimentos;
  • Divergência de valores informados por empresas e instituições financeiras.

Investimentos exigem atenção redobrada

Quem investe em ações, FIIs, renda fixa, criptomoedas ou opções precisa preencher corretamente os campos específicos da declaração. Operações em Bolsa acima de R$ 40 mil já tornam o contribuinte obrigado a declarar, mesmo sem lucro.

Dessa maneira, a Receita Federal também ampliou os mecanismos de cruzamento de dados em 2026, aumentando o monitoramento sobre investidores e movimentações financeiras.

Imposto de Renda 2026: não deixe para a última hora

Além de evitar multas, entregar a declaração com antecedência reduz riscos de instabilidade no sistema da Receita e aumenta as chances de receber a restituição nos primeiros lotes.

Sendo assim, para quem ainda não começou, o ideal é separar os documentos o quanto antes e revisar todas as informações antes do envio final.