A inflação no Brasil perdeu força em abril de 2026. Mesmo assim, o custo de vida continua elevado, principalmente por causa dos alimentos, combustíveis e itens ligados à saúde.
Os novos dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados pelo IBGE, mostram que a inflação desacelerou em relação a março, porém ainda exige atenção do mercado, das empresas e das famílias brasileiras.
Segundo o levantamento, o IPCA avançou 0,67% em abril. Em março, o índice havia registrado alta de 0,88%. Ou seja, houve uma redução de 0,21 ponto percentual no ritmo da inflação.
Ainda assim, no acumulado de 12 meses, a inflação no Brasil chegou a 4,39%, acima dos 4,14% registrados anteriormente.
Além disso, o resultado de abril ficou acima da inflação registrada no mesmo período de 2025, quando o IPCA havia subido 0,43%.
Isso mostra que, embora a velocidade da alta dos preços tenha diminuído, os consumidores continuam sentindo os impactos no orçamento.
Alimentos lideram pressão sobre a inflação no Brasil
Entre todos os grupos analisados pelo IBGE, alimentação e bebidas apresentaram a maior alta do mês. O setor subiu 1,34% e respondeu sozinho por 0,29 ponto percentual do índice geral da inflação.
De acordo com o IBGE, fatores como custos logísticos elevados e menor oferta de alguns produtos contribuíram diretamente para a pressão nos preços dos alimentos.
Como consequência, itens básicos continuaram mais caros para o consumidor brasileiro.
Ao mesmo tempo, o grupo de saúde e cuidados pessoais também apresentou forte impacto no índice, com alta de 1,16%. Esse segmento adicionou mais 0,16 ponto percentual ao IPCA de abril.
Combustíveis também continuam influenciando os preços
Além dos alimentos, os combustíveis seguem como um dos principais fatores de pressão na inflação no Brasil.
A gasolina registrou aumento de 1,86% no período, o que impacta diretamente o transporte de mercadorias e, consequentemente, o preço final de diversos produtos.
Por isso, mesmo com desaceleração do IPCA, muitos consumidores ainda não percebem alívio significativo no dia a dia. Afinal, despesas essenciais continuam acumulando altas importantes.
Número de produtos com aumento caiu em abril
Apesar da pressão em setores estratégicos, o percentual de itens com aumento de preços apresentou leve melhora em abril. O índice de difusão do IPCA caiu de 67% em março para 65% no mês seguinte.
Nos alimentos, a difusão passou de 70% para 67%. Já entre os itens não alimentícios, o percentual caiu de 66% para 64%.
Segundo o IBGE, isso indica uma redução moderada na disseminação dos aumentos de preços pela economia.
O que esperar da inflação no Brasil nos próximos meses?
Embora a inflação tenha desacelerado em abril, o cenário ainda inspira cautela. O índice acumulado em 12 meses permanece próximo do teto da meta inflacionária definida pelo Conselho Monetário Nacional.
Além disso, fatores como preços internacionais, combustíveis, logística e comportamento do consumo interno devem continuar influenciando a inflação no Brasil ao longo de 2026.Portanto, empresas e consumidores precisam acompanhar os indicadores econômicos com atenção. Afinal, mesmo pequenas oscilações no IPCA impactam juros, crédito, investimentos e o poder de compra da população.
