Quanto custa um funcionário para a empresa vai muito além do salário pago todos os meses. Para chegar ao valor real, o empregador precisa considerar encargos, benefícios, férias, 13º salário e outras despesas.
Por isso, conhecer esses custos ajuda a planejar o orçamento e tomar decisões mais seguras. Além disso, permite avaliar o impacto de uma nova contratação no caixa da empresa.
Quanto custa um funcionário além do salário?
O salário bruto representa apenas o ponto de partida. A empresa também precisa considerar os direitos e encargos relacionados à contratação.
Entre os principais custos estão:
- Salário bruto;
- FGTS;
- Contribuição previdenciária patronal, quando aplicável;
- 13º salário;
- Férias e adicional de um terço;
- Vale-transporte;
- Vale-alimentação ou refeição;
- Plano de saúde e outros benefícios.
No entanto, os valores podem variar conforme o regime tributário, a atividade da empresa e a convenção coletiva da categoria.
Por exemplo, empresas do Simples Nacional podem ter uma composição de encargos diferente das empresas do Lucro Presumido ou Lucro Real.
Férias e 13º também entram na conta
Embora a empresa não pague férias e 13º todos os meses, esses valores fazem parte do custo do colaborador.
O 13º corresponde, em regra, a uma remuneração adicional por ano. Já nas férias, o profissional recebe o salário acrescido de um terço.
Por isso, a empresa pode fazer provisões mensais. Dessa forma, evita um impacto maior no caixa quando chegar o momento desses pagamentos.
Quanto custa um funcionário com benefícios?
Os benefícios também influenciam o custo mensal da contratação. Vale-alimentação, vale-refeição, transporte, plano de saúde e seguro de vida são alguns exemplos.
Alguns benefícios dependem da legislação ou da convenção coletiva. Outros fazem parte da estratégia da própria empresa.
Embora aumentem as despesas, eles também podem ajudar na atração e retenção de profissionais. Além disso, um pacote competitivo pode contribuir para a satisfação da equipe.
Existem custos indiretos?
Sim. Nem todas as despesas aparecem diretamente na folha de pagamento.
Antes da contratação, por exemplo, a empresa pode gastar com divulgação da vaga, recrutamento e entrevistas.
Depois, surgem outros custos. Treinamentos, uniformes, computadores, softwares, ferramentas e equipamentos são alguns deles.
Além disso, todo novo profissional precisa de um período de adaptação. Portanto, a empresa também deve considerar o tempo necessário até que ele alcance a produtividade esperada.
E quanto custa uma demissão?
O desligamento também pode gerar despesas. O valor depende do tipo de rescisão, salário e tempo de contrato.
A empresa pode precisar pagar saldo de salário, férias, 13º proporcional, aviso-prévio e outras verbas. Dependendo do caso, também existe a multa sobre o FGTS.
Por isso, uma boa gestão financeira deve considerar admissões e possíveis desligamentos.
Como calcular o custo real de um colaborador?
O cálculo começa pelo salário bruto. Depois, a empresa soma encargos, provisões trabalhistas e benefícios.
Também deve incluir os custos indiretos ligados ao cargo.
Uma conta simplificada pode seguir esta estrutura:
- Salário + encargos + provisões + benefícios + custos indiretos = custo total do funcionário.
No entanto, não existe um percentual único para todas as empresas. O regime tributário, a categoria profissional e os benefícios oferecidos alteram o resultado.
Por isso, vale realizar o cálculo com apoio da contabilidade.
Conhecer os custos previdenciários melhora o planejamento
Entender quanto custa um funcionário ajuda a empresa a planejar novas contratações e controlar melhor a folha.
Além disso, esse conhecimento contribui para a formação de preços, definição de equipes e análise da produtividade.
Assim, o gestor deixa de considerar apenas o salário e passa a enxergar o impacto completo da contratação.
Com dados mais precisos, a empresa consegue organizar o orçamento, reduzir surpresas e tomar decisões mais sustentáveis para o crescimento do negócio.

